sábado, 12 de fevereiro de 2011

Conservação e Restauro


Bacharelado

Reconhecer o valor histórico de uma construção e garantir que ela se mantenha bem cuidada e íntegra, conservando suas características originais durante décadas ou séculos, é tarefa desse profissional. Para isso, ele elabora projetos de restauração e conservação levando em conta as tecnologias que podem ser usadas e a situação do objeto a ser preservado, que também pode ser livros, manuscritos, esculturas, pinturas, fotografias e monumentos. Nesses casos, é de sua responsabilidade a análise das condições físicas desses materiais e a avaliação do local onde estão guardados (como estantes, prateleiras e até o entorno do prédio), verificando se há condições para que sejam preservados. O conservador-restaurador pode trabalhar em órgãos oficiais do patrimônio, em museus, igrejas, galerias de arte e bibliotecas ou, ainda, atuar como consultor. Os especialistas em preservação patrimonial lidam com arquitetos, engenheiros, arqueólogos, historiadores e operários da construção civil.

Pergunta do Vestibulando

QUAL É A DIFERENÇA ENTRE FAZER UM BACHARELADO E UM TECNOLÓGICO?
O currículo básico do tecnológico é mais enxuto que o do bacharelado, de formação mais abrangente. Ambos envolvem pesquisa, mas o foco do tecnológico são as necessidades do mercado e as aplicações das técnicas. Cada curso, tanto bacharelado quanto tecnológico, tem enfoque próprio: bens móveis (objetos, documentos, obras de arte) ou bens imóveis (edifícios, construções).

O mercado de trabalho

O Ministério do Turismo espera um crescimento no número de turistas estrangeiros no país. "Uma maneira de aumentar o interesse de turistas é investir na conservação dos sítios de importância histórico-cultural. Por isso, vejo um mercado crescente para o profissional de Conservação e Restauro", afirma Ricardo Abdala, coordenador do curso tecnológico do IFMG, de Ouro Preto. As vagas para tecnólogos e bacharéis estão nos escritórios de arquitetura, construtoras, fundações, ateliês, ONGs e órgãos públicos, embora a profissão ainda não seja regulamentada. Para os autônomos, há trabalho, sobretudo, nas regiões que contam com acervos históricos e monumentos tombados. A maioria delas está concentrada nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Nos próximos anos, a perspectiva é que os acervos ainda não tombados dos séculos XIX e XX, inclusive edifícios modernos de arquitetos como Oscar Niemeyer, gerem oportunidades em todo o território nacional. A expectativa é que as ações em favor da preservação do patrimônio cultural brasileiro aumentem, estimuladas por leis de incentivo fiscal, mantendo o mercado aquecido nos próximos anos. Por isso há previsões de que o número de cursos pelo país cresça. Para dar aula em universidades, o aluno deve dar continuidade à sua formação com mestrado e doutorado. 

Salário inicial: R$ 2.000,00 (fonte: profa. Maria Regina Emery Quites, da UFMG).

O curso

Nos dois primeiros anos do bacharelado, o aluno tem noções gerais de conservação e restauração de obras. Para isso, ele estuda microbiologia aplicada a bens culturais, artes visuais, patrimônio histórico, análise de obras e até insetos. Nos dois últimos anos, o ensino é direcionado às seguintes áreas: papel, pintura, escultura e conservação preventiva. A partir do terceiro ano, o estudante deverá fazer estágio. É necessário apresentar também um trabalho de conclusão de curso. 

Duração média: quatro anos. 

Outros nomes: Conservação e Restauração; Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis.

O que você pode fazer

Conservação preventiva

Acompanhar o armazenamento de uma obra e detectar as técnicas que serão usadas para sua preservação.

Restauração

Analisar as condições físicas para restaurar obras, documentos e livros.

Consultoria

Prestar consultoria às empresas ou instituições públicas para a realização da preservação e restauração de seus bens culturais.

Criação de projetos

Fazer os desenhos e maquetes das edificações com base no diagnóstico dos objetos a serem restaurados e de processos de intervenção.

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